blog do nassif Copyright © 2000 by João U. Nassif. Direitos reservados na forma da lei. Nenhuma parte pode ser reproduzida, arquivada ou transmitida sem a permissão expressa e por escrito do Organizador. Lei 9.610 de 19/02/1998. Direito de uso privado, e não coletivo,com fins de apresentação sobre tela único e individual A violação destas disposições submete ao infrator, e a toda pessoa responsável, às penas civis e penais previstas pela lei. Contato:joaonassif@gmail.com
sábado, 17 de maio de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
domingo, 29 de setembro de 2013
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
sábado, 24 de agosto de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
domingo, 7 de julho de 2013
sábado, 29 de junho de 2013
domingo, 16 de junho de 2013
domingo, 21 de abril de 2013
domingo, 31 de março de 2013
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
sábado, 1 de setembro de 2012
sábado, 11 de agosto de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
sexta-feira, 13 de julho de 2012
VELHICE FEMININA
VELHICE FEMININA
Acho bom ler e levar a sério, principalmente as coisas que parecem mais desagradáveis. Como tou ficando velha, é capaz de receber e-mail com este texto, dizendo que foi escrito por Luis Fernando Verissimo e nem lembrar que fui eu que escrevi:
1. Aceite a velhice, recuse metáforas. “Terceira idade”, “melhor idade” é a p*#@* q*#@ *#riu!!!. Ser velha não é crime, é apenas constrangedor e a última sacanagem que o Criador comete contra nós.
2. Viva com inteligência o tempo de vida útil que lhe resta. Viva a sua vida, não a dos seus filhos, netos e/ou marido (se é que ainda há algo que possa ser chamado disso). Tenha seus próprios interesses e projetos. Ainda se tem direito aos sonhos. Aliás, em breve teremos direito só aos sonhos.
3. Coma menos, beba menos e fale menos. Velhas magras, sóbrias e contemplativas são menos doentes e chatas.
4. Poupe seus familiares e amigos (para aquelas que ainda tem alguns) de conversas sobre o passado, doenças e dinheiro. Estes assuntos devem ser tratados, só e somente só, com seu psicoterapeuta. Em caso de emergência, a exceção é aquela sua amiga que já teve dois AVC’s e não tem condições de reagir.
5. Não aborreça ninguém com os relatórios das suas viagens. As viagens de velhas são interessantes só pra elas mesmas. Aprenda a ser concisa, comente apenas o destino e a duração da viagem. Se por algum milagre, alguém perguntar mais alguma coisa, procure responder com monossílabos.
6. Escolha um bom médico. Ele, sim, vai ser seu pai, irmão, marido e amigo querido. Não se automedique. Não há nada mais irritante do que velha metida a curandeira.
7. Não arrisque cirurgias plásticas rejuvenescedoras. A chance de ficar mais feia é altíssima e a de ficar mais jovem é baixíssima.
8. Use seu dinheiro com critério. Gaste em coisas importantes e evite economizar demais. Para que deixar herança para noras e genros que mal lhe aturam ou sobrinhos e netos que mal lhe conhecem?
9. Velhice não nos dá o direito de ser mal educadas. Nada de falar de boca cheia, emitir sons e odores indesejáveis, cutucar dentes, etc.. Atenção redobrada se você já não era nenhuma dama na juventude. Casca grossa só piora depois de senil.
10. Faça uma guerra sem descanso aos farelos que insistem em se alojar nos cantos da sua boca (nos velhos, eles preferem o queixo). Você notou que tem sempre um filho de plantão passando um guardanapo na boca das mães velhas?!!
11. Só masque chiclete na ausência de testemunhas. Não corra o risco de acharem que você já está ruminando ou falando sozinha.
12. Pense muitas vezes antes de se aposentar. Trabalhar tem muitas vantagens, além do dinheiro. A principal delas é para sua família: são seus colegas de trabalho que vão ter que lhe aguentar a maior parte do tempo.
13. Cuidado com a nostalgia e o otimismo. Velhas tristes são chatíssimas. Velhas alegres demais, mais ainda. Não se ofereça para ir a carnaval fora de época com seus sobrinhos. Fora de época, é você. Não tenha certeza de que vai ser uma companhia agradável em acampamentos, raves e shows de rock. Um ataque cardíaco pode acabar
com a festa de todo mundo.
14. Se foi mística, esotérica ou engajada na juventude, controle-se. As pessoas lhe aguentavam quando os hormônios estavam a seu favor, agora elas podem querer realizar o desejo de matá-la que tinham no passado, para acabar com a tortura das suas pregações.
15. Leia muito. Ainda há tempo para gostar de aprender. Velhice pode trazer experiência, não sabedoria. Ter um livro sempre à mão também serve para o caso de sua surdez não permitir acompanhar a conversa. Todos vão adorar não ter que repetir aos gritos resposta a perguntas “sem noção”.
16. Tenha o máximo de cuidado com a higiene. Velha fedida é duro de aguentar. Ah, cheirando a perfume francês vencido, também.
17. Não acredite nas colegas otimistas que dizem que não tem nada demais em usar minissaias, fio dental, figurinos sadomasoquistas ou decotes provocantes. Têm sim, eles provocam atentado à estética. E riso descontrolável, também.
18. Cuidado com a maquiagem. Já notou que velhas vão ficando parecidas com velhos e ambos com travestis? Maquiagem pesada só serve para reforçar o personagem.
19. Seja avó do seus netos, não mãe ou babá. Por isso nem pense em educá-los ou em comprometer seu tempo com as tarefas chatas de ir buscar na escola, festinhas, natação, inglês, etc.. Ser folguista de babá, nem pensar!!! Se a sua nora for chata, esta é a chance perfeita de sacaneá-la, deixando que ela faça sua obrigação de
mãe. Não tenha remorso, por mais que você se esforce nunca vai conseguir sacaneá-la mais do que ela a você. Lembre-se de que agora seu filho deve obediência a ela e não mais a você.
20. Se alguém perguntar como vão seus netos, não precisa contar tuuuuuuuudo! Evite discorrer sobre sua (deles, óbvio!!) inteligência excepcional, beleza rara, fantásticas habilidades esportivas e genialidade com a tecnologia. Lamento informar que todos eles são iguais e assim, agora.
21. Não seja uma sogra chata, gratuitamente. Só se tiver um bom motivo. Lembre-se de como era a sua (ou as suas) e passe a limpo. Agora que você já sacou que não tem como mudar seu marido, cuidado para não apontar as armas para as noras e genros. Falar mal deste tipo de gente é deplorável. Se tiver genro, dê sempre razão a ele, se sua filha for um pé no saco. Lembre-se que, para implicar com ela, ele vai sempre lhe defender quando ela comentar como você é chata, controladora, antiquada, desinformada, espaçosa, blá, blá....
22. Seja machista. Ainda é tempo. Caímos no conto do feminismo e nos lascamos.
23. Nunca, nunca, nunca mesmo, visite seus filhos sem que seja convidada, pelo menos 3 vezes.
24. Cuidado ao atender o telefone. Se responder “Estou levando a vida como Deus quer”, quando lhe perguntarem “Como vai?”. Isto pode provocar um problema irreversível na sua linha telefônica, ela pode ficar muda por semanas. Você vai ver que as ligações dos amigos e filhos vão rarear, cada vez mais. Se quiser que a linha dê um “tilt” para sempre, pode responder aos seus filhos com a simpática frase: “Ah, lembrou que tem mãe?”. Mesmo que eles lembrem, vai ser difícil telefonar prá você.
Esta lista pode ser usada como teste (mulheres adoram testes) para saber seu grau de “sem-noçãozice”. Mas se você for chata mesmo, pode aplicar nas suas amigas. Não confesso meu grau, nem sob tortura. Mas confesso que já fiz alguns estudos de caso. Acredito piamente que vaso ruim não quebra e tento ficar cada dia pior. Afinal velha é que nem palhaço, se alegra vendo o circo pegar fogo.
Se não mandar e quebrar a corrente, o castigo vem na hora, porque velha decrépita é alvo fácil até para corrente imbecil. Salvem o planeta e passem adiante!
(Anônimo)
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Cantinho Vegetariano: Ibama apreende carne de tartaruga com Secretário d...
Cantinho Vegetariano: Ibama apreende carne de tartaruga com Secretário d...: Ele foi multado em R$ 5 mil e vai responder por infração ambiental. Secretário diz que carne não era dele. O Instituto Brasileiro do M...
segunda-feira, 9 de julho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
HISTÓRIA DO TREM
Acredita-se que o jesuíta belga Ferdinand Verbiest tenha sido um dos precursores do trem ao idealizar em 1681, em Pequim, uma máquina auto propulsora a vapor. Em 1769, Joseph Cugnot, militar francês, construiu em Paris uma máquina a vapor para o transporte de munições. Após várias tentativas fracassadas, Richard Trevithick, engenheiro inglês, conseguiu em 1804, construir uma locomotiva que fora capaz de puxar cinco vagões com dez toneladas de carga e setenta passageiros à velocidade vertiginosa de 8 km por hora.
Outro inglês, John Blenkinsop, construiu uma locomotiva em 1812 que usava dois cilindros verticais, capazes de movimentar os dois eixos, unidos a uma roda dentada que faziam acionar uma cremalheira. Esta máquina usava também carris de ferro-fundido, que vieram a substituir definitivamente os trilhos em madeira usados até então. Estes trilhos ou linhas de madeira haviam sido desenvolvidos na Alemanha por volta do ano de 1550 e serviam carruagens que eram puxadas por animais, principalmente por cavalos, mas também por vezes, à força de braços.
No entanto, o grande passo para o desenvolvimento da locomotiva e do trem, por consequência, foi dado por George Stephenson. Este inglês, mecânico nas minas de Killingworth, construiu a sua primeira locomotiva a quem chamou Blucher, em 1814. A Blucher, que se destinava ao transporte dos materiais das minas, conseguiu puxar uma carga de trinta toneladas à velocidade de 6 quilômetros por hora. Stephenson viria a construir a primeira linha férrea, entre Stockton e a região mineira de Darlington, que foi inaugurada em 27 de Setembro de 1825 e tinha 61 km de comprimento; quatro anos mais tarde, foi chamado a construir a linha férrea entre Liverpool e Manchester. Nesta linha foi usada uma nova locomotiva, batizada Rocket, que tinha uma nova caldeira tubular inventada pelo engenheiro francês Marc Seguin e já atingia velocidades da ordem dos 30 km/hora.
No início do século XIX, as rodas motrizes passaram a ser colocadas atrás da caldeira, aspecto que permitiu aumentar o diâmetro das rodas e, consequentemente, o aumento da velocidade de ponta. O escocês James Watt, com a introdução de várias alterações na concepção dos motores a vapor, designadamente na separação do condensador dos cilindros, muito contribuiu também para o desenvolvimento dos caminhos de ferro. A partir daqui, a evolução do trem e das linhas ferroviárias tornou-se efetiva, transportando o progresso à volta do globo. Na metade do século XIX já havia milhares de quilômetros de vias férreas por todo o mundo: na Inglaterra, 10 mil; nos EUA, 30 mil. Neste último, com a colonização do Oeste, esta cifra atingiu mais de 400 mil quilômetros no início do século XX.
Num ápice, as locomotivas passaram do vapor à eletricidade. No dia 31 de Maio de 1879, Werner von Siemens apresentou na Exposição Mundial de Berlim a primeira locomotiva elétrica. No entanto, o seu desenvolvimento só foi significativo a partir de 1890, mantendo-se a sua utilização até aos nossos dias. A invenção da locomotiva elétrica não é pacífica: há quem atribua igualmente esta invenção tanto ao norte americano Thomas Davenport como ao escocês Robert Davidson.
Nos fins do século XIX, Rudolf Diesel inventou o motor de injeção a diesel e com ele novas locomotivas foram desenvolvidas usando esta nova tecnologia; foram também criadas locomotivas que utilizavam os dois conceitos (elétrico e diesel), sendo por isso bastante versáteis. Estas máquinas começaram a ganhar terreno às velhinhas locomotivas a vapor que, no entanto, se mantiveram na ativa até 1977, ano em que foram definitivamente afastadas, acusadas de serem causadoras de diversos incêndios.
Mais recentemente foram desenvolvidas também locomotivas com turbinas a gás e com elas, chegamos aos trens de alta velocidade, capazes de atingir os 300, 400 e mais quilômetros por hora, designadamente em condições de testes.
A França foi o maior impulsionador deste tipo de trem, com o seu TGV “Train Grand Vitesse”; em 23 de Setembro de 1981 foi inaugurado o primeiro traço da linha Paris – Lyon e em 3 de Março de 2007, um TGV passou a atingir os 574,8 km por hora na nova linha Paris-Estrasburgo, batendo o anterior recorde de velocidade ferroviário que era de 515 km/h. Em 1993 é inaugurada a linha que une Paris à Bélgica, Holanda, Alemanha e ao Reino Unido através do Túnel da Mancha.
A França continua sendo a maior impulsionadora dos trens de alta velocidade, mas não foi o primeiro país a introduzi-los: 17 anos antes, no dia 1 de Outubro de 1964, os japoneses inauguraram a sua primeira linha de alta velocidade, ligando Tóquio a Osaka com as famosas locomotivas Shinkansen.
O trem de levitação magnética, mais conhecido por Maglev, são as últimas novidades na tecnologia ferroviária, embora a primeira patente de um trem de levitação magnética tenha sido registrada em 1969.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Trem
Outro inglês, John Blenkinsop, construiu uma locomotiva em 1812 que usava dois cilindros verticais, capazes de movimentar os dois eixos, unidos a uma roda dentada que faziam acionar uma cremalheira. Esta máquina usava também carris de ferro-fundido, que vieram a substituir definitivamente os trilhos em madeira usados até então. Estes trilhos ou linhas de madeira haviam sido desenvolvidos na Alemanha por volta do ano de 1550 e serviam carruagens que eram puxadas por animais, principalmente por cavalos, mas também por vezes, à força de braços.
No entanto, o grande passo para o desenvolvimento da locomotiva e do trem, por consequência, foi dado por George Stephenson. Este inglês, mecânico nas minas de Killingworth, construiu a sua primeira locomotiva a quem chamou Blucher, em 1814. A Blucher, que se destinava ao transporte dos materiais das minas, conseguiu puxar uma carga de trinta toneladas à velocidade de 6 quilômetros por hora. Stephenson viria a construir a primeira linha férrea, entre Stockton e a região mineira de Darlington, que foi inaugurada em 27 de Setembro de 1825 e tinha 61 km de comprimento; quatro anos mais tarde, foi chamado a construir a linha férrea entre Liverpool e Manchester. Nesta linha foi usada uma nova locomotiva, batizada Rocket, que tinha uma nova caldeira tubular inventada pelo engenheiro francês Marc Seguin e já atingia velocidades da ordem dos 30 km/hora.
No início do século XIX, as rodas motrizes passaram a ser colocadas atrás da caldeira, aspecto que permitiu aumentar o diâmetro das rodas e, consequentemente, o aumento da velocidade de ponta. O escocês James Watt, com a introdução de várias alterações na concepção dos motores a vapor, designadamente na separação do condensador dos cilindros, muito contribuiu também para o desenvolvimento dos caminhos de ferro. A partir daqui, a evolução do trem e das linhas ferroviárias tornou-se efetiva, transportando o progresso à volta do globo. Na metade do século XIX já havia milhares de quilômetros de vias férreas por todo o mundo: na Inglaterra, 10 mil; nos EUA, 30 mil. Neste último, com a colonização do Oeste, esta cifra atingiu mais de 400 mil quilômetros no início do século XX.
Num ápice, as locomotivas passaram do vapor à eletricidade. No dia 31 de Maio de 1879, Werner von Siemens apresentou na Exposição Mundial de Berlim a primeira locomotiva elétrica. No entanto, o seu desenvolvimento só foi significativo a partir de 1890, mantendo-se a sua utilização até aos nossos dias. A invenção da locomotiva elétrica não é pacífica: há quem atribua igualmente esta invenção tanto ao norte americano Thomas Davenport como ao escocês Robert Davidson.
Nos fins do século XIX, Rudolf Diesel inventou o motor de injeção a diesel e com ele novas locomotivas foram desenvolvidas usando esta nova tecnologia; foram também criadas locomotivas que utilizavam os dois conceitos (elétrico e diesel), sendo por isso bastante versáteis. Estas máquinas começaram a ganhar terreno às velhinhas locomotivas a vapor que, no entanto, se mantiveram na ativa até 1977, ano em que foram definitivamente afastadas, acusadas de serem causadoras de diversos incêndios.
Mais recentemente foram desenvolvidas também locomotivas com turbinas a gás e com elas, chegamos aos trens de alta velocidade, capazes de atingir os 300, 400 e mais quilômetros por hora, designadamente em condições de testes.
A França foi o maior impulsionador deste tipo de trem, com o seu TGV “Train Grand Vitesse”; em 23 de Setembro de 1981 foi inaugurado o primeiro traço da linha Paris – Lyon e em 3 de Março de 2007, um TGV passou a atingir os 574,8 km por hora na nova linha Paris-Estrasburgo, batendo o anterior recorde de velocidade ferroviário que era de 515 km/h. Em 1993 é inaugurada a linha que une Paris à Bélgica, Holanda, Alemanha e ao Reino Unido através do Túnel da Mancha.
A França continua sendo a maior impulsionadora dos trens de alta velocidade, mas não foi o primeiro país a introduzi-los: 17 anos antes, no dia 1 de Outubro de 1964, os japoneses inauguraram a sua primeira linha de alta velocidade, ligando Tóquio a Osaka com as famosas locomotivas Shinkansen.
O trem de levitação magnética, mais conhecido por Maglev, são as últimas novidades na tecnologia ferroviária, embora a primeira patente de um trem de levitação magnética tenha sido registrada em 1969.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Trem
sexta-feira, 1 de junho de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Mauricio de Sousa
“ÀS 3H DA MANHÃ, ME EXPULSAM DA EMPRESA!”
07.maio.2012
11:51
Mauricio de Sousa fala sobre Twitter, Neymar, China e HQs para adultos
Mais de meio século de pura inquietação. Aos 76 anos, Mauricio de Sousa não para desde aquele remoto 1959, quando publicou a primeira tirinha – estrelada por Franjinha e o cachorro Bidu. Atualmente, o criador da Turma da Mônica (ele é chamado de Walt Disney brasileiro, mas não curte muito…)vem dedicando boa parte de seu tempo ao Twitter, onde já arregimentou quase 200 mil seguidores – “uso muito, adoro a concisão”, explica. “Só saio da internet de madrugada, quando o pessoal aqui da empresa me expulsa do prédio!” A Mauricio de Sousa Produções, diga-se, acaba de estrear nas redes sociais – “estava na hora de estreitar laços com os nossos leitores”.
Paulista de Santa Isabel, ele tem investido em outras frentes desde que trocou a Editora Globo pela Panini, em 2007. Além dos gibis tradicionais, criou um fenômeno de vendas chamado Turma da Mônica Jovem (em estilo mangá), entrou de cabeça no mercado asiático, prepara lançamento de game para Facebook do Chico Bento, comemora a versão graphic novel de seus personagens (que deve estrear no mercado europeu) e anuncia novos capítulos da parceria com Osamu Tezuka (criador do Astroboy) e a série de desenhos animados Turma da Mônica Toys, desenvolvida para smartphones e tablets.
Sem contar o Neymarzinho (ou Neymar Jr., o nome ainda não foi definido), cujo gibi estará nas bancas no segundo semestre; e seu mais novo personagem, baseado no maestro João Carlos Martins, que ensinará música clássica para as crianças nas histórias da Turma.
Sobre o fechamento do Parque da Mônica, no Shopping Eldorado, em 2010? Nem quer saber. Prefere falar da construção de um novo parque temático, no Ceará, a ser inaugurado antes da Copa de 2014. “E até o fim do mês teremos mais notícias sobre o Parque do Cascão”, diz, com aquela cara de “plano infalível”, típica do Cebolinha.
Entre a gravação de depoimento para uma emissora de TV japonesa e a leitura de uma pilha de roteiros (missão que divide com a filha Marina), ele recebeu a coluna em sua ampla sala – decorada com toda sorte de traquitanas da Turma – na sede da MSP. Confira os melhores momentos:
Seu sobrenome é com Z. Por que trocou pelo S? Numerologia?
(risos) Olha só… (começa a desenhar um Z, depois um S, numa folha sulfite). Olha a suavidade do S, olha a dureza do Z. Como é que eu vou usar uma letra tão agressiva para falar com crianças? (risos) Num soneto que meu pai escreveu pra mim, quando eu era criança, ele grafou o sobrenome com S. Ainda estou investigando esse mistério.
Como se sente aos 76 anos?
Passou voando, nem percebi. Eu peço para os meus netos: “Me chamem de tio, vai!” (risos).
Dizem que você não dorme nunca, Mauricio. É verdade?
Quase. Ontem, por exemplo, fui até as 3h da manhã. E acordei, hoje, às 8h. Fico lendo roteiros, leio todos. Antes, fazia isso sozinho; há quinze anos, divido a missão com minha filha Marina. Ela lê antes de mim, faz uma pré-avaliação. No começo, nossas opiniões batiam; com o passar do tempo, passaram a não bater. Eu quis saber por quê. O que descobri? A Marina está certa! Raios! (risos)
Falar a língua da garotada durante tanto tempo é um desafio?
Tenho dez filhos, com diferença de quase cinquenta anos entre o primeiro e o último. Isso me ajudou muito. Tive de me atualizar sempre.
Esse olhar para o mangá tem a ver com isso?
Estava eu lá, quietinho, vendendo minhas revistas para a garotada até 14, 15 anos. De repente, percebemos que essa idade começou a cair. Os adolescentes já não se interessavam tanto, gostavam mesmo era de mangá. Ué, se curtem a Turma e mangá, por que não fazer um produto híbrido?
A Turma da Mônica Jovem parece ter ritmo de novela: o primeiro beijo da Mônica com o Cebolinha, histórias que se completam.
A ideia era essa.
Vai rolar a primeira transa deles também?
Olha, o que acontece com os personagens entre uma revista e outra é problema deles (risos). Mas essa guinada para o mangá deu mais certo do que a gente imaginava. Hoje, a Turma da Mônica Jovem é o HQ mais vendido do Brasil, com picos de 500 mil exemplares de tiragem. É muita coisa, mas sabe que podia ser bem mais…
E por que não é?
Porque ainda estamos descobrindo novas plataformas para a Turma. E temos enfrentado certo preconceito por parte de alguns pontos de venda, que tendem a rejeitar novidades. Investimos também em assinaturas e temos tido muita procura de escolas. Por isso lançamos versões em inglês e espanhol, para serem usadas em sala de aula. Na verdade, eu queria ter feito no Brasil o que estamos fazendo na China: começar pelas escolas. Isso dá uma aura… você ganha a chance de passar valores através das histórias.
Como está na China?
Acabei de ganhar um prêmio de literatura lá… Qualquer número na China é grande, né? (risos) Ou seja, a partir de agora, podemos entrar em todas as escolas chinesas. São, potencialmente, milhões e milhões de chinesinhos lendo nossos gibis. A maioria pela web. E sabe que tema para a primeira revista eles pediram por lá? História do Brasil! Eles têm uma curiosidade incrível pelo assunto! (risos) Depois, o Aleijadinho, para falar sobre superação. E Amazônia… Na Coreia também vem sendo assim. Ou seja, estamos entrando na Ásia pela veia da educação, que é uma coisa ótima. Era o que queria ter feito aqui, mas não consegui. Cinco ministros da Educação seguidos e nada! Tem de investir na base. Qualquer time de várzea sabe que é preciso cuidar da base (risos). E pela web é tudo mais fácil, econômico, ecológico. Inclusive por tablet, smartphone. Esse nosso Brasilzão precisa disso, sabe? Investir na educação usando a tecnologia.
Parece conversa de candidato.Então, pode anotar: não sou candidato (risos).
Sua parceria com o pessoal do Osamu Tezuka vai continuar?
Deve, sim. O mix deu certo. Estamos em conversação para novas aventuras. Mais focadas em ecologia… Estive, recentemente, na Amazônia, no Jari. Fui estudar a região. Nadei num rio cheio de piranha!
Deu uma de Chico Bento?
(risos) Sou do interior… vejo um rio, tenho de pular dentro. A verdade é que adoro o Astroboy (personagem mais famoso de Tezuka), o drama dele me toca muito, é muito marcante. Tive um contato muito próximo ao Tezuka, nos demos muito bem. Depois que ele morreu (em 1989), estamos negociando com a viúva, com o filho. Temos um caminho bom pela frente. Incluindo uma versão da Turma da Mônica desenhada pelos artistas do Tezuka. Ah, e estamos desenvolvendo uma revista que narra a “visita” da Turma da Mônica Jovem ao Japão – para “vender” o país pós-tsunami aos jovens brasileiros, reabrir esse turismo para o Japão.
O Neymarzinho também será publicado na Ásia?
Deve ser nosso primeiro produto mundial. Diferentemente de Ronaldinho Gaúcho, Pelezinho e Dieguito (inspirado em Maradona). O primeiro gibi do Neymarzinho sai no segundo semestre.
Pensa em desenhar o Messi?
O problema é que o Messi não tem carisma, né? É apagadão.
Só funciona dentro de campo?
É… chuta bem (risos).
E o mascote da Copa? Você gostaria de desenhá-lo?
Depois que recusaram o Pelezinho, parei de brincar (risos).
Com tanta revista sendo publicada, em algum momento você acha que o papel acabará?
Ainda demora, mas, com certeza, haverá migração para outras plataformas. Até por causa da inconveniência do formato papel. Eu apostaria num papel digital. O homem quer conforto e quer aprender sempre. Falo por mim: se criarem um papel digital e colocarem cheirinho de papel de verdade, eu leio na hora (risos). Mas não vejo alterações acontecendo tão cedo.
Você usa tablet, iPad?
Estou aprendendo… treinando. Hoje, em vez de livro de cabeceira, tenho tablet de cabeceira.
Quais os próximos planos infalíveis do Mauricio?
Um deles são minifilmes para celular, uma série chamada Turma da Mônica Toys – animações de 30 segundos, sem diálogo, para adolescentes e adultos que curtem a Turma. Pensamos muito em novas tecnologias. O que me obriga a aumentar o staff da empresa, coisa que adoro. Adoro contratar gente!
E os desenhistas que recriaram a Turma no seu aniversário de 50 anos de carreira?
Houve coisas incríveis! Já estamos no quarto volume do livro (MSP50). Agora só com artistas da casa. Mas logo no primeiro descobrimos uma nova veia, totalmente diferente para nossos personagens: graphic novel. Voltada para adultos. Um dos mais incríveis é o Astronauta, outro que ficou fantástico foi o Piteco. Estivemos, recentemente, em um congresso na Europa, da Panini, e apresentamos a ideia. Foi um sucesso.
Seu pessoal deve adorar tanta coisa pra fazer…
(risos) É uma pena que o dia tenha apenas 24 horas. De madrugada, eles me põem pra fora, me mandam pra casa dormir. Raios! (risos)
Sua assessoria de imprensa gosta quando você publica posts no Twitter de madrugada, entregando as novidades da empresa?
(os assessores olham para ele, com cara de reprovação; Mauricio faz um ar acanhado, de Chico Bento) É o tempo que eu tenho… (risos) Trabalho muito no computador, e escolhi o Twitter por causa da concisão dos 140 caracteres. Adoro concisão…
Mas você conversa com os leitores via Twitter?
Só respondo perguntas pertinentes. Senão, fica muito difícil. Ao mesmo tempo, é uma rede de informação maravilhosa. Se alguém reclama de atraso na revistinha, por exemplo, eu faço uma cópia e mando para a Panini. Funciona muito bem. A editora é que fica em pânico com os meus e-mails: “Ah, lá vem mais um do Mauricio!” (risos). Também me ajuda a descobrir produtos piratas. Encaminho os posts para nossos advogados.
Você tem quase 200 mil seguidores no Twitter. Segue muita gente?
Não, pouca. Um dos que sigo é o Paulo Coelho… para tentar descobrir como ele faz as coisas (risos)./DANIEL JAPIASSU
Sem Comentários
Comente
Assinar:
Postagens (Atom)
