terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Família Branger

Família Branger
Dando sequencia às publicações da série „Nós Contamos a Sua História“, hoje um pouco da história da família Branger:
"A família Branger tem sua origem em Magdeburg, cidade localizada as margens do rio Elba, no norte da Alemanha. Partiram para o Brasil no ano de 1875, professando a fé luterana, Johann Heinrich
Branger, sua esposa Caroline Schäfer e dois filhos Karl Friedrich Branger e Joahnna Branger. Ao chegar ao Brasil, foram enviados a Santa Catarina, onde se estabeleceram na Colônia Angelina. Em Angelina no ano de 1897, Karl Friedrich Branger casou-se com Adelaide Carolina Joana Laura Bourdot, Filha de Alexander Ferdinand Bourdot e Christiana Friederika Auguste Werlich; e dessa união nasceram os filhos: Lidya, Cristiano Júlio, Leopoldo, Evaldo e Bernardino.
Após seis anos, isto é em 1903, mudaram-se para a localidade de Campo Novo/Bom Retiro-SC, onde permaneceram por dois anos. Então se mudaram para a localidade de Campo do Maracujá/Rancho Queimado-SC, aonde a primeira filha do casal – Lidya Branger veio a falecer aos quatorze anos. Após negociar o terreno e vendê-lo, o senhor Karl Friedrich acabou esbanjando o dinheiro da propriedade vendida, vindo assim sua família padecer necessidades. Sem terras para trabalhar e sem abrigo, sua família fora obrigada a procurar refúgio nos ranchos de tropeiros estabelecidos às margens da estrada.
Em 1913 a família Branger novamente retornou a Bom Retiro, se estabelecendo no atual centro da cidade. Como não tinham terras para trabalhar, da qual poderiam obter o sustento, foram inúmeras as dificuldades enfrentadas. Após se mudarem para Rio Rufino-SC, onde permaneceram por um breve período, se estabeleceram na localidade de Pedra Branca/Alfredo Wagner-SC, Assim sendo, após vários anos de labutas e duras perdas, adquiriam terras com muito sacrifício na Colônia Militar Santa Theresa.
Em 1932 Evaldo Branger conheceu sua esposa Selma Felau, já Adventista que morava na localidade de Fundos de São João/Bom Retiro-SC; e então, em nome do amor, mas convicto da verdade, abraçou a fé e a esperança que ardia no coração de sua amada. Com a aceitação da verdade por parte de Evaldo, seus irmãos Leopoldo e Bernardino foram também alcançados pela mensagem. Entre os membros da família Branger destacamos o Pastor Euri Branger".

Família Kuz

Família Kuz
Dando sequencia às publicações da série „Nós Contamos a Sua História“,  hoje um pouco da história da família Kuz, segundo relato enviado por Renate Lange:
"Meu nome é Renate Maria Kuz Lange, nascida em 1947,na cidade de Passau, Alemanha. Vim para o Brasil com minha família, meus pais Therezia Kuz e Petro Kuz, e meus irmãos Rudolf e Gerald, em 1949, no pós guerra.
Somos imigrantes alemães. Viemos de vapor da Itália e chegamos no estado do Rio de Janeiro, de onde fomos transferidos para a Bahia, e depois para São Paulo, onde nos estabelecemos na cidade de Campinas. Lá fomos criados, eu me casei e nasceu também meu terceiro irmão,Pedro.
Lange é o nome de família de meu esposo que também é descendente de alemães. O primeiro Lange desembarcou no Rio Grande do Sul nos anos de 1800, e se ramificaram em SC e PR. Hoje resido na Bahia,mas não esqueço minhas raízes e tenho muito orgulho de ser alemã!"

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

domingo, 22 de novembro de 2015

Como elaborar um projeto de pesquisa

by marcia

O professor Ciro Flamarion Cardoso da Universidade Federal Fluminense (UFF) escreveu um artigo muito útil para estudantes e pesquisadores, abordando os principais etapas para elaboração do projeto de pesquisa:
1. Identificação do problema, formulação e delimitação do tema de pesquisa
2. Os objetivos do projeto
3. As hipóteses de trabalho (ou heurísticas)
4. O quadro teórico
5. Fontes e metodologia
6. Cronograma de execução
7. Bibliografia
Confira no link:
FONTE: Blog Prestes a Ressurgir.
livros-antigos

Obras de Hannah Arendt, Theodor Adorno, Walter Benjamim e Jürgen Habermas

by marcia

A Revista Biografia divulgou que já está disponível no Google Drive 39 obras de quatro dos maiores filósofos do século XX. Entre o material disponibilizado estão obras dos alemães Hannah Arendt, Theodor Adorno, Walter Benjamim e Jürgen Habermas, os três últimos conhecidos expoentes da Escola de Frankfut.
Para fazer o download das obras clique no link abaixo: 
livros-antigos

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

domingo, 1 de novembro de 2015

POR QUE NÃO QUEREM LIBERAR A fosfoamina - CURA DO CÂNCER PROIBIDA PELA A...

Descoberta da Cura do Cancer pelo cientista José Alexandre Barbuto - FlixTV

Pacientes com câncer relatam experiência com o uso da fosfoetanolamina

Alvaro Dias pede providências ao Executivo para a liberação da fosfoetan...

Senador Ivo Cassol critica restrição à fosfoetanolamina

Entrevista com Gilberto Chierice - Tv Cachoeira - Sobre a fosfoetanolamina

Domingo Espetacular 25 de Outubro 2015 - Fosfoetanolamina

Carreira, Gestão, Vida e Ética - HD - Mário Sérgio Cortella

A arte de liderar - Mário Sérgio Cortella

Palestra Prof Gretz

Palestra MOTIVACIONAL e bem HUMORADA - Professor Gretz

Palestra Motivacional - Roberto Carlos Ramos (Contador de Histórias)

Curso de memorização - completo

sábado, 10 de outubro de 2015

IMPOSTO
Fábio Porchat
 
 
Fiscal toca a campainha. Homem abre a porta.
 
- Boa tarde, eu sou do governo e vim coletar o Impár.
 
- O que ?
 
O Impár, que é o imposto do ar. A partir de agora, o cidadão paga pelo ar que respira.
 
- Amigo... o oxigênio é público.
 
- Se é público, quem cuida é o governo. Já vi que, desde que eu cheguei, o senhor já respirou umas 15 vezes. Cem reais; ou o senhor pode fechar o pacote de 200 reais que já inclui o imposto sobre a emissão de gás carbônico.
 
- O que ? Olha só... eu não vou pagar nada !
 
- Então eu vou ter que pedir pro senhor parar de respirar.
 
- Mas daí eu vou morrer.
 
- Aí então, o senhor tem que pagar o Importe, que é o imposto sobre a sua morte, no valor de 600 reais. É mais caro porque é taxa única.
 
- Isso é um absurdo !! Eu não vou pagar nenhum centavo; se quiser me processa !
 
- A ordem é mandar prender.
 
- Então me prende.
 
-Aí eu vou precisar te cobrar o Imprende; o senhor tem o CPMS pago aí?
 
- O que ?
 
- É que eu tô vendo que o senhor tá com um bronzeado bonito e agora o governo tá cobrando imposto em cima da luz solar.
CPMS é o Comprovante de Pagamento da Melanina Solar.
 
- Sr.Fiscal, deixa eu te perguntar:- Igreja paga imposto ?
 
- Não.
 
O homem  pega dois gravetos no chão, forma uma cruz : - Tá fundada a minha Igreja... o Senhor não vai colaborar com uma oferta ?
 
 
Bolsista do Programa Nacional de Apoio a Pesquisadores Residentes da Biblioteca Nacional (PNAP-R), Silvana Jeha teve a ideia de pesquisar sobre a história da tatuagem no Brasil em função de uma pequena seção de sua tese, cujo tema é: os marujos e recrutas da Armada do Império do Brasil.

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A pesquisadora Silvana Jeha no Gabinete da Biblioteca Nacional.
A pesquisadora Silvana Jeha no Gabinete da Biblioteca Nacional.
De acordo com a pesquisadora, a história da tatuagem no Brasil, e em diversos países, até a década de 1980, está ligada a grupos marginalizados e não há registros sistematizados fora dos arquivos médicos e policiais – presídios, manicômios e institutos médico-legais. Por isso, um acervo de grande abrangência, como o da BN, é fundamental para realizar uma pesquisa dessa natureza: “não poderia fazer tal pesquisa, não fosse uma instituição que abriga tanto material plural sobre o tema”, comenta Silvana.
“Com o acervo da BN pude esboçar os principais grupos de tatuados no Brasil antes da popularização da tatuagem no ocidente, a partir da década de 1970. São indígenas, africanos, imigrantes sírio-libaneses, japoneses, portugueses, prostitutas, trabalhadores, religiosos, marinheiros, soldados, prisioneiros, usuários de manicômios e personagens únicos. O desafio principal é justamente apresentar a tatuagem como um traço da cultura popular do Brasil nos últimos dois séculos”, relata a bolsista.
No período do século XIX, Silvana Jeha levantou centenas de anúncios de fugas de escravos para entender quais eram as escarificações (incisões superficiais na pele) que marcavam os indivíduos das diversas sociedades africanas que vieram para o Brasil. No final desse século, a partir de uma crônica de Machado de Assis publicada na Gazeta de Notícias, baseada em uma notícia de assassinato cujo suspeito era tatuado, ela reconstituiu a cena do crime, bem como as diversas informações do possível assassino, pesquisando em notícias de quatro jornais.
“Mas nem só nos periódicos estão os tesouros. No acervo iconográfico há diversas gravuras de escarificações de africanos, inclusive do século XVIII. Entre os manuscritos, encontrei o famoso texto “Tatuagem no Rio”, de João do Rio, que pode ser lido no original através da BNdigital. E no acervo de Obras Gerais consultei preciosidades bibliográficas da primeira metade do século XX”, conta a pesquisadora.
Silvana Jeha é doutora em História pela PUC-Rio (2011), onde defendeu a tese A galera heterogênea: Naturalidade, trajetória e cultura de recrutas e marinheiros da Armada Nacional Imperial do Brasil, c. 1822 – 1854. No mestrado, estudou as chamadas guerras justas contra botocudos e kaingangs no século XIX. Realizou diversas pesquisas textuais e iconográficas para o mercado editorial, bem como redação de livros de divulgação. Trabalhou com temas relacionados a presidiários e publicou dois artigos sobre marinheiros, um deles acerca de diários de marujos norte-americanos no Rio de Janeiro no século XIX. Em um CD-ROM da FIOCRUZ, publicou um artigo sobre a história de um barbeiro sangrador congolês e sua família no Rio de Janeiro oitocentista, que sairá em livro este ano.

REFERÊNCIAS

A pesquisadora Silvana Jeha separou algumas referências interessantes sobre o assunto, todas elas no acervo da Biblioteca Nacional. Veja a seguir:

AFRICANOS

CRÔNICAS

REPORTAGENS

IMAGENS RELACIONADAS

O Correio Paulistano de 5 de agosto de 1927 traz matéria ilustrada

Ouro e diamantes – a ilusão da riqueza

by marcia
A descoberta das minas na região de Minas Gerais, Mato Grosso (Cuiabá) e de Goiás trouxe mudanças econômicas e sociais a estas regiões – e em todo território direta ou indiretamente. A primeira metade do século XVIII foi o período de maior volume de exportação de ouro do Brasil. A decadência da atividade mineradora começa na década de 60 deste mesmo século, após o apogeu da produção e da fuga do metal precioso das mãos portuguesas (geralmente para as mãos britânicas). A migração para as minas foi impressionante: vinham pessoas de toda Colônia e da Europa, seduzidos pela riqueza “fácil”. O fluxo de escravos que acompanhou esta explosão dourada foi imenso.
Ao mesmo tempo em que o ouro e as pedras brotavam da terra e dos rios (ou melhor, eram arduamente extraídos deles), o abastecimento de gêneros de primeira necessidade era precário. Passava-se fome porque ninguém queria se dedicar ao trabalho de subsistência, os alimentos e outros produtos básicos precisavam percorrer longas distâncias no lombo das mulas, pois, vinham de outras regiões do Brasil. Os preços subiam cada vez mais. Os arraiais das Minas Gerais, como as pessoas se referiam a toda área da mineração, conheceu seus dias de glória. O “Barroco Mineiro” é lembrado até hoje pelas igrejas ricamente adornadas com ouro e pedras, além das belas obras do mestre Aleijadinho. Uma pequena elite branca formava a nata daquela sociedade, geralmente era composta pelos homens de confiança da Coroa que cuidavam dos interesses de Portugal (e deles próprios), fiscalizando a mineração.
Muita gente enriqueceu, mesmo sob o olhar vigilante da Metrópole. Escravos conseguiram suas cartas de alforria. Era uma sociedade de homens – tanto entre os brancos livres quanto entre os escravos. Foi um período em que as escravas mulheres puderam se libertar graças aos casamentos não oficiais e ao amancebamento. Foi a época das “mulatas desinquietas” de que falou Antonil, da famosa e mal falada Chica da Silva. O luxo e a miséria nunca foram tão nítidos quanto nos Oitocentos mineiros.
João Antônio Andreoni, o Antonil, em "Cultura e Opulência do Brasil" (1711), já falava sobre os perigos que a cobiça pelas minas representava e sobre os efeitos da sua descoberta na economia colonial:
"Não há cousa tão boa que não possa ser ocasião de muitos males, por culpa de quem não usa bem dela. E até nas sagradas se cometem os maiores sacrilégios. Que maravilha, pois, que sendo o ouro tão fermoso e tão precioso metal, tão útil para o comércio humano, e tão digno de se empregar nos vasos e ornamentos dos templos para o culto divino, seja pela insaciável cobiça dos homens contínuo instrumento e causa de muitos danos? Convidou a fama das minas tão abundantes do Brasil homens de toda a casta e de todas as partes, uns de cabedal, e outros, vadios. (...) E o pior é que a maior parte do ouro que se tira das minas passa em pó e em moedas para os reinos estranhos e a menor é a que fica em Portugal e nas cidades do Brasil, salvo o que se gasta em cordões, arrecadas e outros brincos, dos quais se vêem hoje carregadas as mulatas de mau viver e as negras, muito mais que as senhoras. Nem há pessoa prudente que não confesse haver Deus permitido que se descubra nas minas tanto ouro para castigar com ele ao Brasil, assim com está castigando no mesmo tempo tão abundante de guerras, aos europeus com o ferro".
- Texto de Márcia Pinna Raspanti

domingo, 27 de setembro de 2015

As viagens de d. Pedro II

O livro "As viagens de d. Pedro II – Oriente Médio e África do Norte, 1871 e 1876", escrito pelo pesquisador Roberto Khatlab, refaz o itinerário do imperador e relata sua passagem pelas terras do Oriente Médio e da África do Norte. Publicado pela Benvirá, selo de ficção e não ficção da Saraiva, o livro narra as negociações, os estudos e as impressões que o imperador do Brasil teve sobre aqueles povos, seus idiomas e cultura.
Em "As viagens de d. Pedro II", Khatlab apresenta um panorama do Oriente e da África do Norte pela visão do imperador, além de construir um perfil inovador do monarca. Durante o reinado de quase meio século, D. Pedro II realizou três grandes viagens internacionais, e duas delas, em 1871 e 1876, incluíram o Oriente e a África do Norte. Em suas viagens, alimentou um diário em que registrava suas experiências não apenas em palavras, mas também em desenhos – croquis rabiscados durante a noite, à luz de velas e fogueiras.
O autor diz que “além dos diários, obtidos no Arquivo Histórico do Museu Imperial de Petrópolis, consultou cartas que d. Pedro II escreveu a seus amigos. Várias dessas cartas se encontram no Museu Imperial de Petrópolis e em outras instituições no Brasil e no exterior, como na França. A pesquisa também contemplou materiais encontrados no Oriente Médio,como documentos, jornais, revistas da época, que esclarecem as passagens do monarca no Oriente”.
Roberto Khatlab é pesquisador e autor de vários livros sobre história, religião, relação Brasil-Oriente Médio, emigração e imigração libanesa, publicados em português, árabe, francês, inglês e espanhol, chegando a ganhar o prêmio de literatura Said Akl (Líbano). Reside em Beirute, no Líbano, onde é diretor do Centro de Estudos e Culturas da América Latina na Universidade Saint-Esprit de Kaslik (Cecal-Usek).
FONTE: Museu Imperial.

Valongo

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

domingo, 9 de agosto de 2015

sábado, 8 de agosto de 2015

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

domingo, 7 de junho de 2015

Saiba a origem e o significado de ditados e expressões

Saiba a origem e o significado de ditados e expressões
Palavras apropriadas pelo ditos mudaram de sentido. Mesmo assim, permanecem sendo faladas
  • Carolina Pompeo
Muitas expressões que falamos hoje nasceram séculos atrás, com outra forma e outro sentido. A tradição oral se apropria das palavras e seu sentidos e promove adaptações conforme o contexto histórico. O professor de Língua Portuguesa Reinaldo Pimenta diz que a história das palavras é a história do próprio homem. “Elas nascem e atravessam idiomas, mudando quase sempre na forma – para se adaptarem à fala de um povo – e muitas vezes no conteúdo, revelando o olhar e o pensar dos novos usuários”, escreveu na apresentação do livro A Casa da Mãe Joana, uma coleção de origens curiosas de palavras e frases populares.
A professora de Língua Portuguesa do Colégio Marista Paranaense, Eliane Viture, explica que as expressões populares são criadas por meio do senso comum, da aplicação de conceitos religiosos, morais e filosóficos. “São expressões utilizadas no nosso cotidiano, vencendo a barreira do tempo. São parte da cultura de um povo, uma comunidade. Além de uma forma de comunicação, também enriquecem a língua, pois as palavras unidas possuem significados distintos dos vocábulos isolados.”
A Gazeta do Povo resgatou a história por trás de algumas das expressões mais comuns do linguajar coloquial brasileiro:
Abraço de tamanduá
Tamanduá tem origem no tupi (tá-monduá) e dá nome a um caçador de formigas. Mamífero e desdentado, o bichinho parece não representar grande perigo para ninguém. Ledo engano. Não é à toa que “abraço de tamanduá” ganhou o sentido de “abraço de amigo falso”. Quando o tamanduá avista um inimigo, ergue-se nas patas traseiras e abre as dianteiras para aquele abraço. Diante de recepção tão calorosa, o inimigo se aproxima. É aí que o tamanduá se revela: abraça a vítima e lhe crava as unhas nas costas.
Arranca-rabo
Atire a primeira pedra que nunca teve ou testemunhou um arranca-rabo na vida? Pois é, a expressão faz referência a uma grande discussão ou briga envolvendo muitas pessoas. A origem da expressão remonta às batalhas de muito antigamente, quando arrancar o rabo do cavalo do inimigo era visto como uma façanha digna dos maiores guerreiros. A mania chegou a Portugal e ao Brasil – aqui, os cangaceiros aderiram à prática e passaram a descaudar o gado das fazendas como forma de humilhar os proprietários.
Rodar a baiana
Quando alguém ameaça rodar a baiana, sai de perto: é confusão na certa. Mas e a baiana, o que tem a ver com gente armando barraco?
A expressão tem origem no carnaval do início do século 20, quando alguns engraçadinhos tinham a péssima mania de distribuir beliscões no bumbum das mulheres. As tradicionais baianas também eram vítimas do assédio. Revoltadas, passaram a desfilar com capoeiristas disfarçados, fantasiados tal qual uma baiana. Porém, ao receber um beliscão inapropriado, os capoeiristas revidavam com navalhas. Eis a cena: beliscão, giro da baiana, confusão.
O fim da picada
Picada é aquela faixa limpa de terra, entre a roça e o mato, para evitar que o fogo ateado no roçado não alcance o mato. O fim da picada é, portanto, um local perigoso para quem estiver ateando o fogo no roçado. Picada também é a trilha feita geralmente a facão para facilitar a passagem por meio da mata e marcar o caminho para a volta. Uma pessoa que desaparece em uma dessas trilhas é facilmente encontrada pois, em tese, basta seguir a picada. Mas, se se chega ao fim da picada sem encontrar o desaparecido, significa que algo muito grave aconteceu com a pessoa – do contrário, a picada continuaria. Assim, fim da picada serve para falar de situações ruins, absurdas.
Tirar o pai da forca
Todo mundo sabe que a criatura que vai tirar o pai da forca está apressada. A origem da expressão está em Santo Antônio, o casamenteiro. A história conta que Antônio fazia um sermão no convento de Arcella, onde vivia, quando soube que seu pai havia sido condenado à forca. Antônio então teria colocado a mão no rosto, transportado-se espiritualmente para Lisboa e defendido o pai no tribunal, conseguindo sua absolvição. Para quem ouvia seu sermão, no convento, passou apenas um instante de silêncio. Eles sequer poderiam desconfiar a manobra que Antônio acabara de fazer para salvar o pai.
Cheio de nove horas
Aposto que você conhece alguém “cheio de nove horas”. A expressão é utilizada para dizer daquela pessoa cheia de frescuras e manias. Mas e o que as manias alheias têm a ver com nove horas? O pesquisador Luís da Câmara Cascudo, no livro Locuções tradicionais do Brasil, explica que, no século 19, a marca das nove horas da noite era uma espécie de regulador da vida social brasileira. Quando o relógio marcava 21 horas, era hora de se despedir das visitas e convivas e se recolher. Estender-se não pegava bem. Aqueles avistados pelas ruas depois das nove horas eram associados à boemia, aos pândegos.
Uma pessoa cheia de nove horas é, portanto, aquela pessoa meticulosa, cerimoniosa, apreciadora de regras e restrições, afeita aos códigos sociais que muitas vezes apenas complicam o que é simples.
Onde Judas perdeu as botas
Embora não haja registro ou nem mesmo indícios nos relatos bíblicos de que Judas Iscariotes, o discípulo que delatou Cristo, usasse botas, uma antiga história popular dá conta de que o traidor escondeu a recompensa recebida por entregar Cristo aos judeus justamente em um par delas. Como até hoje ninguém conseguiu encontrar as botas recheadas de moedas, diz-se “onde Judas perdeu as botas” daqueles lugares longínquos ou quando nem promessa a São Longuinho ajuda a encontrar um objeto perdido.
Pensar na morte da bezerra
Outra expressão alterada pela tradição oral. A original dizia “Pensar na morte do Bezerra”, pois fazia menção à morte de um homem de nome Bezerra que, após ser acusado de um crime hediondo, teria sido espancado por populares até a morte. O episódio teria sido tão violento que quando alguém era flagrado com ar pensativo, dizia-se que estava “pensando na morte do Bezerra”. Hoje, a frase é evocada na mesma situação, mas agora o indivíduo pensativo, preocupado, está é pensando na morte da bezerra mesmo.
Sem eira, nem beira
Um sujeito sem eira nem beira é aquele sem dinheiro e sem juízo. Antigamente, a eira era um detalhe do acabamento dos telhados das casas. Aqueles que possuíam eira e beira eram pessoas de posses, dinheiro e cultura. Então, quem não tinha eira nem beira eram aqueles menos abastados.
Espírito de porco
A expressão designa uma pessoa inconveniente, atrapalhada, incômoda. No Brasil Colônia, os escravos faziam todo tipo de trabalho, mas tinham verdadeiro pavor de abater porcos. A crença popular dizia que os espíritos suínos atormentavam seus algozes durante à noite.
Ir para a cucuia
Fala-se que o falecido “foi para a cucuia”. A expressão surgiu no Rio de Janeiro, em um bairro da Ilha do Governador chamado Cacuia. Quando algum morador da região falecia, os conhecidos diziam que a pessoa foi para o cemitério da Cacuia. A tradição oral transformou Cacuia em cucuia.
Fontes: 
Acervo Saber (http://www.acervosaber.com.br/)

Na Casa da Mãe Joana (Reinando Pimenta)
Locuções Tradicionais do Brasil (Luís da Câmara Cascudo)


segunda-feira, 13 de abril de 2015

Um Momento de Verdade

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

sábado, 15 de novembro de 2014

Sociedades Secretas no Brasil: A BUCHA

Sociedades Secretas no Brasil: A BUCHA – De estudantes a donos do poder


Por Paulo Rezzutti.
“– É a polícia, ninguém se mexa!”, exclamou triunfante o subdelegado Armando Pamplona para um bando encapuzado.
Eram os anos finais da Primeira Guerra Mundial, e Pamplona, alerta, buscava espiões alemães por toda a parte. Certa noite, passando a altas horas pelo antigo prédio do Liceu de Artes e Ofícios em São Paulo, notou uma estranha movimentação. Diversos senhores com ares misteriosos tomavam carros de luxo estacionados nas redondezas do edifício. Decidido, o subdelegado resolveu montar uma campana para descobrir do que se tratava.
A persistência finalmente deu resultado. Certa noite, por volta das nove horas, vultos suspeitos se esgueiravam para dentro do edifício. Já passava das dez horas quando o o movimento suspeito terminou e o subdelegado chamou seus homens e invadiu o local.
Pamplona deve ter achado esquisito aquele bando de seres estranhos trajando mantos e faixas bordadas. Uns traziam no peito uma âncora verde, símbolo da esperança, outro um coração vermelho, lembrando a caridade, alguns a cruz azul da fé.
O subdelegado estava radiante com a perspectiva de ter “explodido” um ninho de perigosos espiões. Mas qual não foi sua surpresa quando os membros da assembleia, perplexos diante daquela invasão, começaram a tirar os capuzes. Armando começou a reparar que os rostos lhe eram familiares: ele conhecia alguns daqueles senhores pessoalmente, outros de vista, outros por fotos em jornais. Estava no salão o governador do Estado, Altino Arantes, diversos políticos paulistas, mineiros, cariocas e gaúchos, além de inúmeros professores das Faculdades de Direito, Medicina e Politécnica, assim como o secretário de Segurança Pública, Elói Chaves, chefe de Pamplona, que, invertendo a ação, deu ordem de prisão ao subdelegado e a seus homens.
Naquela mesma noite os invasores foram juramentados e ameaçados severamente pelas altas personalidades ali reunidas. Assim terminou a sonhada grande noite do subdelegado Pamplona; ao invés de uma grande batida, a prisão de uma gangue de espiões, a fama e a glória estampadas nos jornais matutinos, ele acabou se tornando, à força, membro juramentado da Bucha, a sociedade secreta que por quase cem anos governou o destino do Brasil.
Em 11 de agosto de 1827, o imperador D. Pedro I assinou a lei que criava os cursos jurídicos no Brasil. Ela previa a instalação de duas faculdades, uma em Recife e outra em São Paulo. Esta última foi a primeira a entrar em funcionamento, recebendo estudantes do Brasil inteiro. Instalada em parte do antigo e semiabandonado Convento de São Francisco, as arcadas do velho claustro acabara se tornando sinônimo da recém-instalada academia. A lei de 11 de agosto também institucionalizou os Cursos Anexos, espécie de curso preparatório que capacitava os jovens a prestarem os exames de admissão à faculdade.
Nos Cursos Anexos, houve, entre tantos outros, dois importantes professores estrangeiros de índole liberal a influenciar seus alunos: o italiano Líbero Badaró, professor de aritmética assassinado em 1830 por suas ideias, e o alemão Johann Julius Gottfried Ludwig Frank, ou simplesmente Júlio Frank, como passou a ser conhecido no Brasil. Frank, nascido em 1808, havia estudado na Universidade de Göttingen, mas não chegou a se formar. Teve que sair da cidade por conta de dívidas contraídas e acabou vindo para o Brasil. Tentou inicialmente se estabelecer no Rio de Janeiro, depois no interior de São Paulo e por fim na capital, onde passou a dar aula.
Frank faleceu de pneumonia em 1841 e, como não era católico, seu corpo teria de ser sepultado no Cemitério dos Aflitos, local que recolhia indigentes, criminosos mortos na forca e escravos. Um ultraje para o venerado mestre. A juventude brasileira estudante nas Arcadas, em revolta, resolveu enterrar seu amado professor na própria escola. Durante a demolição do antigo convento, que abrigou a faculdade de 1827 até 1930, para a construção do atual prédio, uma guarda de honra manteve vigília no túmulo de Frank, impedindo que seu descanso fosse violado. Seu túmulo, em um dos pátios, é venerado pela tradição acadêmica da faculdade até hoje.
Inspirado nas Burschenschaften, ou Confrarias de Camaradas, instituições estudantis acadêmicas alemãs, Frank teria tido, durante uma reunião com o segundanista Vicente Pires da Mota e o secretário de Governo da província de São Paulo, Pimenta Bueno, a ideia de criar uma associação similar na Academia de Direito, por conta das condições difíceis em que viviam alguns estudantes. Segundo o escritor Luiz Gonzaga da Rocha, “a Bucha tinha por objetivo a filantropia, ou seja, prestar auxílio aos alunos sem recursos e que lutavam com dificuldades para estudar e, ainda, tinha por objetivo ressaltar a função social do advogado no seio da sociedade paulistana e brasileira, por extensão”.
Os integrantes da Bucha, ou Bucha Paulista, ou ainda B. P., como passaria a ser chamada a Burschenschaft da Academia de Direito de São Paulo, eram escolhidos pela sua inteligência e lisura de caráter. Na faculdade, a ordem era composta por Catecúmenos, Crentes e Doze Apóstolos; fora, por Chefes Supremos e Conselho dos Divinos. A estrutura da sociedade, com o passar dos anos, transcendeu os velhos muros da Academia e passou a permear a política nacional, envolvendo a estrutura burocrática do estado.
Os antigos alunos da Academia que pertenciam à Bucha e ocupavam posições nas diversas esferas do poder nacional acabaram favorecendo outros membros da organização na distribuição de cargos governamentais. O historiador Luis Fernando Messeder dos Santos, autor da dissertação de mestrado A Burschenschaft e a formação da classe dirigente brasileira na República Velha, afirma a respeito: “Percebe-se o fortalecimento da atuação da organização na década de 1870, quando alguns dos que iriam ocupar a ‘suprema magistratura’ do País durante a Primeira República estudaram na mesma turma”.
Durante o Império, entre os “bucheiros”, encontramos políticos, artistas e intelectuais destacados, como Castro Alves, Álvares de Azevedo, o barão do Rio Branco, o visconde de Ouro Preto, entre outros. Após a queda do Império, em 1889, foi instituída uma comissão, apelidada de Comissão dos Cinco, encarregada do anteprojeto da Constituição Republicana. Dos cinco membros, três eram bucheiros: Saldanha Marinho, Américo Brasiliense e Santos Werneck.
Embora os ideais liberais levados para as Arcadas por Líbero Badaró e Júlio Frank tenham servido de norte para a criação da Bucha, inspirando seus membros a lutarem pelo abolicionismo e pela república, à medida que os ardores juvenis arrefeciam e seus integrantes passavam a pertencer ao establishment, alguns deles transformaram-se em conservadores, defendendo a monarquia e a escravidão.
Na República Velha, acredita-se, não havia ministro, juiz ou mesmo candidato à presidência da República que tomasse posse, ou fosse indicado, sem prévia deliberação do Conselho dos Divinos. A filantropia inicial, a ideia de ajuda mútua, acabou se corrompendo e desaguou no franco favorecimento para obtenção de cargos públicos. Segundo o professor Miguel Reale, em suas memórias: “Como toda a sociedade secreta [a Bucha], logo se degenerou em cadeia de privilégios, que começava na Faculdade pela seleção dos catedráticos e terminava nos acordos ‘café com leite’ entre ex-alunos de São Paulo e Minas Gerais, sob a batuta do Senador [do Rio Grande do Sul] Pinheiro Machado, também diplomado pelas Arcadas, e que, sutilmente, preferia ser a iminência parda dos eventos republicanos”.
Nos primeiros quarenta anos da República no Brasil, do governo dos militares Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto à Política do Café com Leite, diversos bacharéis formados por uma das duas Academias de Direito (São Paulo e Recife) e pertencentes à Bucha destacaram-se, ora como ministros, ora assumindo a presidência do país. Dos 14 presidentes da chamada República Velha, oito eram membros da sociedade: Prudente de Morais, Campos Sales, Rodrigues Alves, Afonso Pena, Venceslau Brás, Artur Bernardes, Washington Luís e Júlio Prestes, que não chegou a ser empossado por conta da Revolução de 1930.
Quando a Bucha foi fundada, no início da década de 1830, também surgiu outra instituição, denominada Sociedade Filantrópica, que prestava ajuda a presos e órfãos. Desde então, a sociedade secreta da Faculdade de Direito sempre esteve ligada a um “braço” público. Na década de 1910, um deles, a Liga Nacionalista, aglutinou em sua direção membros da Faculdade de Medicina e da Politécnica. Estas possuíam também suas próprias organizações estudantis, coirmãs da Bucha: a Jungendschaft (União da Mocidade), na Medicina, fundada em 1913, e a Landmanschaft (sociedade das pessoas de um mesmo campo), na Politécnica, fundada em 1895. O intercâmbio de alunos de Direito entre São Paulo e Recife acabou por ocasionar a criação de um braço da Bucha em Pernambuco, a sociedade Tugendbund (União e Virtude).
Com a revolução de 1930, que pôs fim à República Velha, chegou ao poder Getúlio Vargas. Dataria daí o declínio da força da Bucha. Adhemar de Barros, então interventor do Estado de São Paulo, teria conseguido colocar as mãos em uma lista parcial de membros da Bucha no final da década de 1930 e se apressou a apresentá-la a Getúlio. Segundo o jornalista e político Carlos Lacerda, o presidente leu atentamente a lista e a devolveu para Ademar dizendo: “Não se pode governar o Brasil sem essa gente, o senhor que entre para a Burscheschaft”.
Em 1931, quase cem anos após a criação da Bucha, foi fundada a Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo pelo diplomata José Carlos de Macedo Soares. Segundo Afonso Arinos de Melo e Franco, Macedo Soares teria sido o último chefe daquela sociedade secreta, e a associação seria a sucessora final da Bucha.
Mas e nos dias de hoje, a Bucha ainda existiria? Segundo o historiador Pedro Brasil Bandecchi em 1961: “Jânio Quadros teria se referido à Bucha quando falou de forças ocultas para justificar sua renúncia”.
O atual presidente da Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Direito da USP, Dr. José Carlos Madia de Souza, afirma que, em 13 anos como presidente da entidade, jamais teve conhecimento da continuidade da existência ou da atuação da Bucha.
Já o jornalista e escritor Fernando Jorge, ex-aluno da São Francisco e antigo vice-presidente da Academia de Letras da faculdade, na década de 1950, é de opinião contrária: “Na minha época achava curioso o costume de alunos mais velhos se encontrarem ao redor do túmulo do Júlio Frank. Alguns diziam que era ritual da Bucha. Anos mais tarde, na década de 80, Bandecchi, numa conversa comigo e com o historiador Leonardo Arroyo, afirmou categoricamente que a Bucha ainda existia”.
E.S.P.A.R.T.A. – Da guerra fria à globalização
Em 2006, a comunidade da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo foi surpreendida com cartazes nos corredores de suas unidades.  Nele, a sociedade E.S.P.A.R.T.A. anunciava a comemoração de seus 50 anos de existência. Poucos sabiam o que aquela imagem de uma caveira cercada por cinco raios, com ossos cruzados embaixo, e o número 326 significavam.
A E.S.P.A.R.T.A., segundo rumores, seria um outro ramo da Burschenschaft e teria surgido em 1956. Diferentemente dos famosos 300 de Esparta, gregos que morreram na Batalha das Termópilas defendendo sua terra da invasão persa, essa sociedade secreta era composta de menos que 300 membros, já que, por ano, eram recrutados 20 alunos. Metade deles eram pessoas indicadas por membros antigos e ficariam em observação por um ano. Cinco vagas seriam reservadas para membros que solicitassem sua entrada na sociedade, e as demais, reservadas para filhos de antigos membros.
Nascida no meio da Guerra Fria, período histórico de 1945 a 1991 marcado por disputas estratégicas e conflitos indiretos entre Estados Unidos e a extinta União Soviética, a E.S.P.A.R.T.A. contaria com um projeto de poder denominado Jano, nome do deus romano representado por duas ou mais faces, cada qual olhando para uma direção diferente.  Preparando-se para dois cenários mundiais distintos, um com o socialismo como vencedor e outro com o capitalismo, a sociedade teria formado duas elites para que seus interesses sobrevivessem em qualquer panorama.
Entre seus membros, estariam proeminentes figuras acadêmicas, como Perseu Abramo, Florestan Fernandes e Fernando Henrique Cardoso, os dois primeiros fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), e o último, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Juntos, esses partidos têm se mantido há 20 anos na presidência da República. Seus políticos, em alguns momentos, uniram-se a uma causa comum, como quando o então líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva, apoiou a campanha política de Fernando Henrique Cardoso para o Senado Federal, em 1978, chegando, até, a representá-lo em alguns comícios.
Quadro – Sociedades Secretas Estudantis
Contemporâneas à Burschenschaft da Academia de Direito de São Paulo, diversas associações estudantis surgiram em universidades norte-americanas. A mais famosa delas, a Skull and Bones, da Universidade de Yale, teve entre seus membros, por exemplo, três membros da família Bush, dois deles tendo sido presidentes dos Estados Unidos

segunda-feira, 10 de novembro de 2014