domingo, 15 de maio de 2016

Lei Áurea

13 de maio

Lei Áurea: 128 anos da abolição da escravatura e a ação de liberdade

Em 1882, no Recife/PE, o escravo Simplício Manoel pleiteou por meio de ação judicial algo extremamente caro a todo cidadão e que, à época, beirava um sonho áureo: sua liberdade.
Simplício era representado pelo notável advogado e jurista Tobias Barretto, formado pela Faculdade de Direito da capital e uma das figuras mais importantes do movimento intelectual conhecido como a Escola do Recife. Verdadeiro mestre da oratória, ocupou, ainda, a cadeira nº 38 da Academia Brasileira de Letras.
No processo cível em questão, em que figurava no outro polo da demanda o proprietário do escravo, Ernesto & Leopoldo, discutia-se o valor a ser pago para obter a carta de alforria. Ernesto & Leopoldo – Ernesto José Felippe Santiago e Leopoldo José Felippe Santiago – eram donos, à época, de uma loja de joias, estabelecida na Rua do Cabugá.

Sem acordo em relação ao preço do escravo, o proprietário requereu que peritos fossem chamados para atribuir um valor ao escravo. Durante audiência de avaliação, o perito desempatador achou ambos os laudos excessivos – um muito alto e outro muito baixo. Em respeito ao direito de propriedade, entretanto, desempatou pelo laudo do perito do proprietário, no valor de um conto de réis.
Considerando esse arbitramento irregular e prejudicial a seu representado, Tobias Barretto peticionou ao juiz para que se realizasse novo arbitramento. Finalmente, as duas partes entraram em acordo para que fosse pago o valor de seiscentos mil réis.
Em 13 de novembro de 1882, Simplício Manoel tornou-se um homem livre.
Figura 1: Petição que solicitava nova avaliação do escravo. Figura 2: Declaração que concedeu 
liberdade a Simplício Manoel.
Escravidão e a Justiça
As ações de liberdade tinham como marco inicial de seu processo de tramitação o recebimento pelo juiz de requerimento, assinado por pessoa livre, a pedido do escravo. O magistrado procedia à nomeação de um curador e, então, ordenava o depósito - lugar onde o escravo ficava geralmente aos cuidados do curador.
Em seguida, o curador procedia à feitura de um requerimento expondo as razões pelas quais o representado pedia sua liberdade. Embora houvesse possibilidade de resolução amigável da questão, o advogado do réu, senhor do escravo, normalmente apresentava outro requerimento, em defesa de seus interesses.
Testemunhas eram ouvidas, provas colhidas, laudos feitos, e, como tradicionalmente, ao final o juiz apresenta um relatório do processo com sua decisão, passível de recurso.
Legislação
A garantia de ser dono de seu próprio arbítrio, entretanto, não foi um processo simples. Foi fruto de árduos conflitos entre senhores e escravos, políticos e intelectuais, abolicionistas e escravistas, e culminou, em 13 de maio de 1888, com a promulgação da lei Áurea.
Plenário do Senado no dia da edição da lei áurea.
A legislação, utilizada nesse caso favoravelmente aos escravos, foi por séculos instrumento repressor, tendo as disposições variado em larga medida do século XVI ao XIX, indo da permissão ilimitada ao escravismo, às restrições ao tráfico e, enfim, à abolição.
Entre as normas emblemáticas do período estão o alvará de 10 de março de 1682, que instituiu medidas de repressão aos quilombolas de Palmares; e o alvará de 16 de janeiro de 1773, que determinou que todos os escravos residentes em Portugal que se encontravam na quarta geração de cativeiro e os que nascessem a partir da publicação da lei, e estivessem na terceira geração, seriam libertados.
O Tratado de Aliança e Amizade, por sua vez, assinado pelo príncipe João em 1810, foi o instrumento por meio do qual se firmou compromisso com a Inglaterra no sentido da abolição gradual do comércio de escravos no Brasil. Da mesma forma, a lei Eusébio de Queiroz, de 4 de setembro de 1850 foi um marco na efetiva abolição do tráfico de escravos, estabelecendo medidas para sua repressão.
A lei do ventre livre, por seu turno, sancionada pela princesa Isabel em 28 de setembro de 1871, foi mais um passo na direção do fim da escravatura, ao declarar "de condição livre os filhos de mulher escrava que nascerem desde a data desta lei, libertos os escravos da Nação e outros", e providenciar "sobre a criação e tratamento daqueles filhos menores e sobre a libertação anual de escravos".
A lei dos sexagenários, de 28 de setembro de 1885, então, concedeu a liberdade aos escravos maiores de sessenta anos. Em clima de forte ebulição social, o país assistiu, em 1888, à princesa decretar a abolição da escravatura e transformar os rumos da história.

LEI Nº 3.353, DE 13 DE MAIO DE 1888
Declara extinta a escravidão no Brasil.
A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o Senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembléia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte:
Art. 1°: É declarada extincta desde a data desta lei a escravidão no Brazil.
Art. 2°: Revogam-se as disposições em contrário.
Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nella se contém.
O secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comercio e Obras Publicas e interino dos Negócios Estrangeiros, Bacharel Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr.
Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67º da Independência e do Império.
Princeza Imperial Regente
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Após a promulgação da lei, os jornais comemoraram a extinção da escravidão no Brasil. Em editorial de 13 de maio de 1888, A Provincia de São Paulo, atual O Estado de S.Paulo, anunciava que "a lei que vai afirmar o voto nacional sai do parlamento no meio de festas".
"É o inverso do que nos ensina a história. A libertação dos escravos faz-se no Brasil por um acentuado movimento da opinião, pela capitulação franca das últimas forças de resistência, pela desagregação dos elementos conservadores, mas em plena paz, sem perturbação da ordem, pelo congraçamento dos combatentes da véspera."
Dois dias depois da promulgação da lei, em 15 de maio, o periódico comemorou: "Já não há mais escravos no Brasil".
"Aí está uma vitória esplêndida da opinião, a afirmação do quanto pode um povo quando sabe fazer valer a sua vontade."


 







quinta-feira, 12 de maio de 2016

Em uma de suas fábulas, Esopo conta a história de um galo que após intensa disputa derrotou o oponente, tornando-se o rei do galinheiro. O galo vencido, dignamente, preparou-se para deixar o terreiro. O vencedor, vaidoso, subiu ao ponto mais alto do telhado e pôs-se a cantar aos ventos a sua vitória. Chamou a atenção de uma águia, que arrebatou-o em vôo rasante, pondo fim ao seu triunfo e à sua vida. E, assim, o galo aparentemente vencido reinou discretamente, por muito tempo. A moral dessa história, como próprio das fábulas, é bem simples: devemos ser altivos na derrota e humildes na vitória. Humildade não significa pedir licença para viver a própria vida, mas tão-somente abster-se de se exibir e de ostentar. Ao lado da humildade, há outra virtude que eleva o espírito e traz felicidade: é a gratidão. Mas atenção, a gratidão é presa fácil do tempo: tem memória curta (Benjamin Constant) e envelhece depressa (Aristóteles). Portanto, nessa matéria, sejam rápidos no gatilho. Agradecer, de coração, enriquece quem oferece e quem recebe. Em quase todos os meus discursos de formatura, desde que a vida começou a me oferecer este presente, eu incluo a passagem que se segue, e que é pertinente aqui."As coisas não caem do céu. É preciso ir buscá-las. Correr atrás, mergulhar fundo, voar alto. Muitas vezes, será necessário voltar ao ponto de partida e começar tudo de novo. As coisas, eu repito, não caem do céu. Mas quando, após haverem empenhado cérebro, nervos e coração, chegarem à vitória final, saboreiem o sucesso gota a gota. Sem medo, sem culpa e em paz. É uma delícia. Sem esquecer, no entanto, que ninguém é bom demais. Que ninguém é bom sozinho. E que, no fundo no fundo, por paradoxal que pareça, as coisas caem mesmo é do céu, e é preciso agradecer
Uma vez, um sultão poderoso sonhou que havia perdido todos os dentes. Intrigado, mandou chamar um sábio que o ajudasse a interpretar o sonho. O sábio fez um ar sombrio e exclamou:"Uma desgraça, Majestade. Os dentes perdidos significam que Vossa Alteza irá assistir a morte de todos os seus parentes". Extremamente contrariado, o Sultão mandou aplicar cem chibatadas no sábio agourento. Em seguida, mandou chamar outro sábio. Este, ao ouvir o sonho, falou com voz excitada:"Vejo uma grande felicidade, Majestade. Vossa Alteza irá viver mais do que todos os seus parentes". Exultante com a revelação, o Sultão mandou pagar ao sábio cem moedas de ouro. Um cortesão que assistira a ambas as cenas vira-se para o segundo sábio e lhe diz:"Não consigo entender. Sua resposta foi exatamente igual à do primeiro sábio. O outro foi castigado e você foi premiado". Ao que o segundo sábio respondeu:" a diferença não está no que eu falei, mas em como falei ". Pois assim é. Na vida, não basta ter razão: é preciso saber levar. É possível embrulhar os nossos pontos de vista em papel áspero e com espinhos, revelando indiferença aos sentimentos alheios. Mas, sem qualquer sacrifício do seu conteúdo, é possível, também, embalá-los em papel suave, que revele consideração pelo outro.

sábado, 7 de maio de 2016

"Só existem dois meios de identificar o chato : pela fama, conceito, reputação ; pela experiência própria. O chato não permite reconhecimento pelo biótipo, estrutura física ou facies lombrosiano."
Guilherme de Figueiredo
in "Tratado Geral dos Chatos"

domingo, 24 de abril de 2016

sexta-feira, 25 de março de 2016

sábado, 27 de fevereiro de 2016

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

TOQUE DE SILENCIO

Toque de Silêncio...Il Silenzio

Família Semmler

Família Semmler
Dando sequencia às publicações da série „Nós Contamos a Sua História“,  hoje um pouco da história da família Semmler, segundo relato enviado por José Carlos Semmler:
"O que sei sobre meu bisavô August Semmler é que ele nasceu em Berlim, no ano de 1840, e faleceu em Piracicaba-SP, no ano de 1906. Na Alemanha ele era fabricante de implementos agrícolas. Quando imigrou para o Brasil veio com sua esposa Emilia Artus e trouxe alguns filhos ainda crianças. Depois teve outros filhos no Brasil. Meu avô Rodolfo Semmler nasceu em Berlim, no ano de 1876 e faleceu no Brasil em 1942. Ele casou-se no Brasil com Maria Izabel Ferraz, de orígem portuguesa. Até hoje não foi possível saber o navio no qual eles vieram. Nas listas de desembarque não encontramos nenhum registro.
Aqui no Brasil eles adquiriram terras na região de Piracicaba-SP, onde foram cafeicultores até 1929, quando ocorreu a crise e a quebra da Bolsa de Valores de Nova York, afetando os produtores brasileiros.
A maior dificuldade que meu avô e todos os imigrantes alemães passaram aqui no Brasil foi na 2ª guerra mundial, quando o Brasil cortou as relações com a Alemanha e aliou-se aos EUA. Eles tiveram que fugir e se refugiar na mata para não serem aprisionados. No mato eles tinham que ficar em silêncio e abafar o choro das crianças. Muitos foram presos e torturados, pois passaram a ser considerados inimigos".

Família Deters

Família Deters
Dando sequencia às publicações da série „Nós Contamos a Sua História“, hoje um pouco da história da família Deters , segundo relato enviado por Odair Deters:
„Entre os séculos XIX e XX, muitos Deters migraram para o Novo Mundo, praticamente todos para os Estados Unidos da América. Mas Franz Deters, nascido em Steinfeld, Baviera, não seguiu o destino dos demais.
Em 1926, embarcou com sua família, no navio Werra da companhia Norddeutscher Lloyd, que fazia então o serviço Bremen-La Plata. Para partida, escolheu o alegre verão europeu, a grande embarcação partiu com 184 passageiros, praticamente metade da sua capacidade. Sendo que dos 184 passageiros, 12 representavam a família de Franz Deters. A família de Franz Clemens Deters, era composta por sua segunda esposa Maria Elisabeth Pölking e seus 6 filhos (Anton, Elisabeth, Clemens, August, Georg e Karl), mais os 4 dos 5 filhos do primeiro casamento (Bernard, Heinrich, Ana e Frantz). Um dos filhos, Josep, o mais velho de todos, seguindo o coração, não quis se desligar de sua paixão e ficou com a amada na Alemanha.
Foram 21 dias no mar, compartilhando o espaço com passageiros de 14 diferentes nacionalidades, com uma passagem por Nova Iorque, antes da descida ao hemisfério Sul. Desembarcaram no porto de Rio Grande, RS, no período em que ocorria o ponto mais alto da imigração alemã no Brasil, a década de 20 a de 30, período em que cerca de 75.000 outros alemães também vieram.
Após a chegada foram diretamente para o campo, assim como os primeiros alemães que aqui chegaram, um século antes. Os Deters, inicialmente foram para Santo Ângelo, RS, posteriormente pelas condições políticas impostas na Era Vargas, participaram da Sociedade União Popular ou “Volksverrein” e promoveram a colonização do extremo Oeste Catarinense, por germânicos católicos, hoje, município de Itapiranga, SC, onde encontrariam propriedades que permitiram o desenvolvimento das famílias, e mais segurança pela predominância de outros conterrâneos.
Os primórdios exigiram muito trabalho, um deles foi a extração de madeira, comercializada através do rio Uruguai, permitindo em 1945 a aquisição de um caminhão e o que exigiu que eles mesmos passassem a abrir estradas. Alguns filhos retornaram posteriormente para Santo Ângelo, na “Colônia Velha”, assim chamado o Estado do Rio Grande do Sul, pelos alemães. Este retorno objetivou reaver as propriedades compradas pela família em 1926. A partir daí desenvolveram-se as famílias Deters, tanto na região das Missões, RS, como no Oeste Catarinense.

A geração dos netos de Franz Deters passou a migrar para a área urbana, hoje, somam-se mais de 300 descendentes, que já realizaram dois encontros da família, identificando assim que os Deters estão residindo atualmente em diversas regiões do Brasil, e dispersos nas mais diversas profissões, entre elas: professores universitários, bancários, cientistas da computação, engenheiros, pedagogos, servidores públicos, comerciantes, entre outras, além-claro, de muitos que seguem desenvolvendo atividades no meio rural, todos, assim como, Franz Deters, o patriarca, em busca de seus sonhos pessoais, colaborando assim para o desenvolvimento do lugar onde vivem“.





Família Branger

Família Branger
Dando sequencia às publicações da série „Nós Contamos a Sua História“, hoje um pouco da história da família Branger:
"A família Branger tem sua origem em Magdeburg, cidade localizada as margens do rio Elba, no norte da Alemanha. Partiram para o Brasil no ano de 1875, professando a fé luterana, Johann Heinrich
Branger, sua esposa Caroline Schäfer e dois filhos Karl Friedrich Branger e Joahnna Branger. Ao chegar ao Brasil, foram enviados a Santa Catarina, onde se estabeleceram na Colônia Angelina. Em Angelina no ano de 1897, Karl Friedrich Branger casou-se com Adelaide Carolina Joana Laura Bourdot, Filha de Alexander Ferdinand Bourdot e Christiana Friederika Auguste Werlich; e dessa união nasceram os filhos: Lidya, Cristiano Júlio, Leopoldo, Evaldo e Bernardino.
Após seis anos, isto é em 1903, mudaram-se para a localidade de Campo Novo/Bom Retiro-SC, onde permaneceram por dois anos. Então se mudaram para a localidade de Campo do Maracujá/Rancho Queimado-SC, aonde a primeira filha do casal – Lidya Branger veio a falecer aos quatorze anos. Após negociar o terreno e vendê-lo, o senhor Karl Friedrich acabou esbanjando o dinheiro da propriedade vendida, vindo assim sua família padecer necessidades. Sem terras para trabalhar e sem abrigo, sua família fora obrigada a procurar refúgio nos ranchos de tropeiros estabelecidos às margens da estrada.
Em 1913 a família Branger novamente retornou a Bom Retiro, se estabelecendo no atual centro da cidade. Como não tinham terras para trabalhar, da qual poderiam obter o sustento, foram inúmeras as dificuldades enfrentadas. Após se mudarem para Rio Rufino-SC, onde permaneceram por um breve período, se estabeleceram na localidade de Pedra Branca/Alfredo Wagner-SC, Assim sendo, após vários anos de labutas e duras perdas, adquiriam terras com muito sacrifício na Colônia Militar Santa Theresa.
Em 1932 Evaldo Branger conheceu sua esposa Selma Felau, já Adventista que morava na localidade de Fundos de São João/Bom Retiro-SC; e então, em nome do amor, mas convicto da verdade, abraçou a fé e a esperança que ardia no coração de sua amada. Com a aceitação da verdade por parte de Evaldo, seus irmãos Leopoldo e Bernardino foram também alcançados pela mensagem. Entre os membros da família Branger destacamos o Pastor Euri Branger".

Família Kuz

Família Kuz
Dando sequencia às publicações da série „Nós Contamos a Sua História“,  hoje um pouco da história da família Kuz, segundo relato enviado por Renate Lange:
"Meu nome é Renate Maria Kuz Lange, nascida em 1947,na cidade de Passau, Alemanha. Vim para o Brasil com minha família, meus pais Therezia Kuz e Petro Kuz, e meus irmãos Rudolf e Gerald, em 1949, no pós guerra.
Somos imigrantes alemães. Viemos de vapor da Itália e chegamos no estado do Rio de Janeiro, de onde fomos transferidos para a Bahia, e depois para São Paulo, onde nos estabelecemos na cidade de Campinas. Lá fomos criados, eu me casei e nasceu também meu terceiro irmão,Pedro.
Lange é o nome de família de meu esposo que também é descendente de alemães. O primeiro Lange desembarcou no Rio Grande do Sul nos anos de 1800, e se ramificaram em SC e PR. Hoje resido na Bahia,mas não esqueço minhas raízes e tenho muito orgulho de ser alemã!"

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

domingo, 22 de novembro de 2015

Como elaborar um projeto de pesquisa

by marcia

O professor Ciro Flamarion Cardoso da Universidade Federal Fluminense (UFF) escreveu um artigo muito útil para estudantes e pesquisadores, abordando os principais etapas para elaboração do projeto de pesquisa:
1. Identificação do problema, formulação e delimitação do tema de pesquisa
2. Os objetivos do projeto
3. As hipóteses de trabalho (ou heurísticas)
4. O quadro teórico
5. Fontes e metodologia
6. Cronograma de execução
7. Bibliografia
Confira no link:
FONTE: Blog Prestes a Ressurgir.
livros-antigos

Obras de Hannah Arendt, Theodor Adorno, Walter Benjamim e Jürgen Habermas

by marcia

A Revista Biografia divulgou que já está disponível no Google Drive 39 obras de quatro dos maiores filósofos do século XX. Entre o material disponibilizado estão obras dos alemães Hannah Arendt, Theodor Adorno, Walter Benjamim e Jürgen Habermas, os três últimos conhecidos expoentes da Escola de Frankfut.
Para fazer o download das obras clique no link abaixo: 
livros-antigos

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

domingo, 1 de novembro de 2015

POR QUE NÃO QUEREM LIBERAR A fosfoamina - CURA DO CÂNCER PROIBIDA PELA A...

Descoberta da Cura do Cancer pelo cientista José Alexandre Barbuto - FlixTV

Pacientes com câncer relatam experiência com o uso da fosfoetanolamina

Alvaro Dias pede providências ao Executivo para a liberação da fosfoetan...

Senador Ivo Cassol critica restrição à fosfoetanolamina

Entrevista com Gilberto Chierice - Tv Cachoeira - Sobre a fosfoetanolamina

Domingo Espetacular 25 de Outubro 2015 - Fosfoetanolamina

Carreira, Gestão, Vida e Ética - HD - Mário Sérgio Cortella

A arte de liderar - Mário Sérgio Cortella

Palestra Prof Gretz

Palestra MOTIVACIONAL e bem HUMORADA - Professor Gretz

Palestra Motivacional - Roberto Carlos Ramos (Contador de Histórias)

Curso de memorização - completo

sábado, 10 de outubro de 2015

IMPOSTO
Fábio Porchat
 
 
Fiscal toca a campainha. Homem abre a porta.
 
- Boa tarde, eu sou do governo e vim coletar o Impár.
 
- O que ?
 
O Impár, que é o imposto do ar. A partir de agora, o cidadão paga pelo ar que respira.
 
- Amigo... o oxigênio é público.
 
- Se é público, quem cuida é o governo. Já vi que, desde que eu cheguei, o senhor já respirou umas 15 vezes. Cem reais; ou o senhor pode fechar o pacote de 200 reais que já inclui o imposto sobre a emissão de gás carbônico.
 
- O que ? Olha só... eu não vou pagar nada !
 
- Então eu vou ter que pedir pro senhor parar de respirar.
 
- Mas daí eu vou morrer.
 
- Aí então, o senhor tem que pagar o Importe, que é o imposto sobre a sua morte, no valor de 600 reais. É mais caro porque é taxa única.
 
- Isso é um absurdo !! Eu não vou pagar nenhum centavo; se quiser me processa !
 
- A ordem é mandar prender.
 
- Então me prende.
 
-Aí eu vou precisar te cobrar o Imprende; o senhor tem o CPMS pago aí?
 
- O que ?
 
- É que eu tô vendo que o senhor tá com um bronzeado bonito e agora o governo tá cobrando imposto em cima da luz solar.
CPMS é o Comprovante de Pagamento da Melanina Solar.
 
- Sr.Fiscal, deixa eu te perguntar:- Igreja paga imposto ?
 
- Não.
 
O homem  pega dois gravetos no chão, forma uma cruz : - Tá fundada a minha Igreja... o Senhor não vai colaborar com uma oferta ?
 
 
Bolsista do Programa Nacional de Apoio a Pesquisadores Residentes da Biblioteca Nacional (PNAP-R), Silvana Jeha teve a ideia de pesquisar sobre a história da tatuagem no Brasil em função de uma pequena seção de sua tese, cujo tema é: os marujos e recrutas da Armada do Império do Brasil.

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A pesquisadora Silvana Jeha no Gabinete da Biblioteca Nacional.
A pesquisadora Silvana Jeha no Gabinete da Biblioteca Nacional.
De acordo com a pesquisadora, a história da tatuagem no Brasil, e em diversos países, até a década de 1980, está ligada a grupos marginalizados e não há registros sistematizados fora dos arquivos médicos e policiais – presídios, manicômios e institutos médico-legais. Por isso, um acervo de grande abrangência, como o da BN, é fundamental para realizar uma pesquisa dessa natureza: “não poderia fazer tal pesquisa, não fosse uma instituição que abriga tanto material plural sobre o tema”, comenta Silvana.
“Com o acervo da BN pude esboçar os principais grupos de tatuados no Brasil antes da popularização da tatuagem no ocidente, a partir da década de 1970. São indígenas, africanos, imigrantes sírio-libaneses, japoneses, portugueses, prostitutas, trabalhadores, religiosos, marinheiros, soldados, prisioneiros, usuários de manicômios e personagens únicos. O desafio principal é justamente apresentar a tatuagem como um traço da cultura popular do Brasil nos últimos dois séculos”, relata a bolsista.
No período do século XIX, Silvana Jeha levantou centenas de anúncios de fugas de escravos para entender quais eram as escarificações (incisões superficiais na pele) que marcavam os indivíduos das diversas sociedades africanas que vieram para o Brasil. No final desse século, a partir de uma crônica de Machado de Assis publicada na Gazeta de Notícias, baseada em uma notícia de assassinato cujo suspeito era tatuado, ela reconstituiu a cena do crime, bem como as diversas informações do possível assassino, pesquisando em notícias de quatro jornais.
“Mas nem só nos periódicos estão os tesouros. No acervo iconográfico há diversas gravuras de escarificações de africanos, inclusive do século XVIII. Entre os manuscritos, encontrei o famoso texto “Tatuagem no Rio”, de João do Rio, que pode ser lido no original através da BNdigital. E no acervo de Obras Gerais consultei preciosidades bibliográficas da primeira metade do século XX”, conta a pesquisadora.
Silvana Jeha é doutora em História pela PUC-Rio (2011), onde defendeu a tese A galera heterogênea: Naturalidade, trajetória e cultura de recrutas e marinheiros da Armada Nacional Imperial do Brasil, c. 1822 – 1854. No mestrado, estudou as chamadas guerras justas contra botocudos e kaingangs no século XIX. Realizou diversas pesquisas textuais e iconográficas para o mercado editorial, bem como redação de livros de divulgação. Trabalhou com temas relacionados a presidiários e publicou dois artigos sobre marinheiros, um deles acerca de diários de marujos norte-americanos no Rio de Janeiro no século XIX. Em um CD-ROM da FIOCRUZ, publicou um artigo sobre a história de um barbeiro sangrador congolês e sua família no Rio de Janeiro oitocentista, que sairá em livro este ano.

REFERÊNCIAS

A pesquisadora Silvana Jeha separou algumas referências interessantes sobre o assunto, todas elas no acervo da Biblioteca Nacional. Veja a seguir:

AFRICANOS

CRÔNICAS

REPORTAGENS

IMAGENS RELACIONADAS

O Correio Paulistano de 5 de agosto de 1927 traz matéria ilustrada

Ouro e diamantes – a ilusão da riqueza

by marcia
A descoberta das minas na região de Minas Gerais, Mato Grosso (Cuiabá) e de Goiás trouxe mudanças econômicas e sociais a estas regiões – e em todo território direta ou indiretamente. A primeira metade do século XVIII foi o período de maior volume de exportação de ouro do Brasil. A decadência da atividade mineradora começa na década de 60 deste mesmo século, após o apogeu da produção e da fuga do metal precioso das mãos portuguesas (geralmente para as mãos britânicas). A migração para as minas foi impressionante: vinham pessoas de toda Colônia e da Europa, seduzidos pela riqueza “fácil”. O fluxo de escravos que acompanhou esta explosão dourada foi imenso.
Ao mesmo tempo em que o ouro e as pedras brotavam da terra e dos rios (ou melhor, eram arduamente extraídos deles), o abastecimento de gêneros de primeira necessidade era precário. Passava-se fome porque ninguém queria se dedicar ao trabalho de subsistência, os alimentos e outros produtos básicos precisavam percorrer longas distâncias no lombo das mulas, pois, vinham de outras regiões do Brasil. Os preços subiam cada vez mais. Os arraiais das Minas Gerais, como as pessoas se referiam a toda área da mineração, conheceu seus dias de glória. O “Barroco Mineiro” é lembrado até hoje pelas igrejas ricamente adornadas com ouro e pedras, além das belas obras do mestre Aleijadinho. Uma pequena elite branca formava a nata daquela sociedade, geralmente era composta pelos homens de confiança da Coroa que cuidavam dos interesses de Portugal (e deles próprios), fiscalizando a mineração.
Muita gente enriqueceu, mesmo sob o olhar vigilante da Metrópole. Escravos conseguiram suas cartas de alforria. Era uma sociedade de homens – tanto entre os brancos livres quanto entre os escravos. Foi um período em que as escravas mulheres puderam se libertar graças aos casamentos não oficiais e ao amancebamento. Foi a época das “mulatas desinquietas” de que falou Antonil, da famosa e mal falada Chica da Silva. O luxo e a miséria nunca foram tão nítidos quanto nos Oitocentos mineiros.
João Antônio Andreoni, o Antonil, em "Cultura e Opulência do Brasil" (1711), já falava sobre os perigos que a cobiça pelas minas representava e sobre os efeitos da sua descoberta na economia colonial:
"Não há cousa tão boa que não possa ser ocasião de muitos males, por culpa de quem não usa bem dela. E até nas sagradas se cometem os maiores sacrilégios. Que maravilha, pois, que sendo o ouro tão fermoso e tão precioso metal, tão útil para o comércio humano, e tão digno de se empregar nos vasos e ornamentos dos templos para o culto divino, seja pela insaciável cobiça dos homens contínuo instrumento e causa de muitos danos? Convidou a fama das minas tão abundantes do Brasil homens de toda a casta e de todas as partes, uns de cabedal, e outros, vadios. (...) E o pior é que a maior parte do ouro que se tira das minas passa em pó e em moedas para os reinos estranhos e a menor é a que fica em Portugal e nas cidades do Brasil, salvo o que se gasta em cordões, arrecadas e outros brincos, dos quais se vêem hoje carregadas as mulatas de mau viver e as negras, muito mais que as senhoras. Nem há pessoa prudente que não confesse haver Deus permitido que se descubra nas minas tanto ouro para castigar com ele ao Brasil, assim com está castigando no mesmo tempo tão abundante de guerras, aos europeus com o ferro".
- Texto de Márcia Pinna Raspanti

domingo, 27 de setembro de 2015

As viagens de d. Pedro II

O livro "As viagens de d. Pedro II – Oriente Médio e África do Norte, 1871 e 1876", escrito pelo pesquisador Roberto Khatlab, refaz o itinerário do imperador e relata sua passagem pelas terras do Oriente Médio e da África do Norte. Publicado pela Benvirá, selo de ficção e não ficção da Saraiva, o livro narra as negociações, os estudos e as impressões que o imperador do Brasil teve sobre aqueles povos, seus idiomas e cultura.
Em "As viagens de d. Pedro II", Khatlab apresenta um panorama do Oriente e da África do Norte pela visão do imperador, além de construir um perfil inovador do monarca. Durante o reinado de quase meio século, D. Pedro II realizou três grandes viagens internacionais, e duas delas, em 1871 e 1876, incluíram o Oriente e a África do Norte. Em suas viagens, alimentou um diário em que registrava suas experiências não apenas em palavras, mas também em desenhos – croquis rabiscados durante a noite, à luz de velas e fogueiras.
O autor diz que “além dos diários, obtidos no Arquivo Histórico do Museu Imperial de Petrópolis, consultou cartas que d. Pedro II escreveu a seus amigos. Várias dessas cartas se encontram no Museu Imperial de Petrópolis e em outras instituições no Brasil e no exterior, como na França. A pesquisa também contemplou materiais encontrados no Oriente Médio,como documentos, jornais, revistas da época, que esclarecem as passagens do monarca no Oriente”.
Roberto Khatlab é pesquisador e autor de vários livros sobre história, religião, relação Brasil-Oriente Médio, emigração e imigração libanesa, publicados em português, árabe, francês, inglês e espanhol, chegando a ganhar o prêmio de literatura Said Akl (Líbano). Reside em Beirute, no Líbano, onde é diretor do Centro de Estudos e Culturas da América Latina na Universidade Saint-Esprit de Kaslik (Cecal-Usek).
FONTE: Museu Imperial.

Valongo

sexta-feira, 21 de agosto de 2015